Uma Casa para muitos, uma Mãe para todos

By | 3 de Maio de 2017

A oportunidade do Centenário das aparições de Nossa Senhora, em Fátima, faz peregrinar até nós o nosso querido Papa Francisco e também inspirou o nosso Programa Pastoral para 2016/2017, com o seguinte objectivo específico: Chama-os, com Maria, a ser discípulos e testemunhas do Evangelho da Alegria e do Amor.

Porque, com Maria, queremos edificar uma Igreja, que seja “uma casa para muitos, uma Mãe para todos” (EG 288), contemplemo-l’A nesta sua missão e aprendamos d’Ela, apoiados e conduzidos pelos seguintes princípios inspiradores do nosso Programa Diocesano.

 

  1. Maria ocupa um lugar único na história da salvação, no mistério de Cristo e da Igreja. “A Igreja olha Maria através de Jesus, como olha Jesus através de Maria” (João Paulo II, Redemptoris Mater 26).

      Maria, na sua maternidade, ilumina a fé e a espiritualidade do cristão e a missão pastoral da Igreja: “leva-nos a aprender o segredo da alegria cristã, lembrando-nos que o cristianismo é, antes de tudo, Evangelho, boa notícia que tem o seu centro e o seu conteúdo na pessoa de Jesus Cristo, o Verbo feito carne, único Salvador do Mundo” (João Paulo II, Rosarium Virginis Mariae 20).

 

  1. “A Virgem Maria, pelo seu papel insubstituível no mistério de Cristo, representa a imagem e o modelo da Igreja. Também a Igreja, como fez a mãe de Cristo, é chamada a acolher em si o mistério de Deus que habita nela… a refletir cada vez mais o seu verdadeiro rosto no qual Deus se aproxima e encontra os homens. A Igreja, corpo vivo de Cristo, tem a missão de prolongar na terra a presença salvífica de Deus, de abrir o mundo a algo maior do que ele mesmo, ao amor e à luz de Deus” (Bento XVI, Homilia, 26/03/2012):

–     queremos aprender, com Maria, a edificar uma Igreja que seja “uma casa para muitos, uma Mãe para todos” (Evangelii Gaudium 288);

–     Como Maria, “as famílias são convidadas a viver com coragem e serenidade, os desafios familiares tristes e entusiasmantes, e a guardar e meditar no coração as maravilhas de Deus (cf Lc 2, 19.51). No tesouro do coração de Maria, estão também todos os acontecimentos de cada uma das nossas famílias, que Ela guarda solicitamente. Por isso pode ajudar-nos a interpretá-los de modo a reconhecer a mensagem de Deus na história familiar” (Amoris Laetitia 30).

 

  1. Propomo-nos cultivar o estilo mariano na realização da missão que Cristo nos confiou: ide e anunciai o Evangelho (cf EG 288):

–     “Sempre que olhamos para Maria voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. Nela vemos que humildade e ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes”.

–     Maria “sabe reconhecer os vestígios do Espírito Santo tanto nos grandes acontecimentos como naqueles que parecem impercetíveis”:

–     é “contemplativa do mistério de Deus no mundo, na história e na vida diária de cada um e de todos”;

–     é “mulher orante e trabalhadora em Nazaré”, e “a Senhora da prontidão, que sai à pressa (Lc 1,39) da sua povoação para ir ajudar os outros.”

 

  1. “Apraz-me pensar em Fátima como escola de fé tendo a Virgem Maria por Mestra; lá ela ergueu a sua cátedra para ensinar aos pequenos Videntes e depois às multidões as verdades eternas e a arte de orar, crer e amar” (Bento XVI, Visita ad limina 2007).

      “Graça e misericórdia, graça do Amor misericordioso – eis a síntese da mensagem de Fátima e da revelação do Deus compassivo que, no seu amor trinitário, se inclina sobre todos os sofrimentos humanos, sobre a humanidade, para lhes fazer sentir a sua ternura, para se manifestar Pai amoroso de toda a criatura” (D. António Marto, Maria, Mãe de Ternura e de Misericórdia, Carta Pastoral, no Centenário das Aparições).

      “A doçura do seu olhar nos acompanhe neste Ano Santo para podermos todos redescobrir a alegria da ternura de Deus. Ninguém como Maria conheceu a profundidade do mistério de Deus feito homem. Na sua vida, tudo foi plasmado pela presença da misericórdia feita carne” (Francisco, Misericordiae Vultus 24).

 

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